Considerando a fragilidade das evidências digitais e objetivando sua correta utilização como prova em juízo, é essencial seguir rigorosamente padrões técnicos de tratamento. Dessa forma, garantimos a autenticidade e a integridade dos dados, requisitos mínimos para que a prova digital possua valor probatório.

Além disso, todo evento que envolva evidências digitais deve seguir metodologias alinhadas à Norma ABNT NBR ISO/IEC 27037:2013. Essa norma estabelece diretrizes para identificação, coleta e aquisição de evidências digitais. Portanto, ao aplicar esses protocolos, asseguramos a admissibilidade, relevância e força probatória no processo judicial.


Tratamento da Evidência Digital

A evidência digital pode ser facilmente alterada, adulterada ou destruída quando manipulada de forma inadequada. Por isso, qualquer erro, ainda que involuntário, pode comprometer sua utilização.

Nesse sentido, em demandas judiciais, os profissionais devem apresentar corretamente as evidências digitais, sobretudo em casos envolvendo atividades ilícitas. Assim, ao adotar boas práticas, transformamos esses dados em fontes valiosas para a persecução penal.


Identificação

Primeiramente, a identificação representa uma etapa crucial no processo forense. Ela envolve localizar, preservar e documentar os dados relevantes.

A evidência digital apresenta-se sob duas formas:

  • Representação Física: dispositivos como smartphones, HDs e pendrives
  • Representação Lógica: dados armazenados nesses dispositivos

Portanto, compreender essa distinção facilita a correta condução da perícia.


Coleta

Em seguida, a coleta consiste em retirar o dispositivo de sua origem e encaminhá-lo para um ambiente controlado.

Contudo, caso o profissional não adote os cuidados necessários, os dados podem ser perdidos ou danificados. Por isso, essa etapa exige cautela e procedimentos adequados.


Aquisição

Posteriormente, a aquisição corresponde à cópia dos dados digitais. Nesse contexto, destacam-se:

  • Duplicação forense de dispositivos
  • Extração de vídeos de CFTV
  • Coleta de arquivos em smartphones

Assim, ao realizar cópias íntegras, preservamos as características originais da evidência.


Preservação

Além disso, a preservação garante a integridade da evidência ao longo do processo.

Para isso, o profissional deve proteger tanto o dispositivo quanto os dados contra adulteração. Igualmente importante, deve registrar toda a cadeia de custódia, assegurando rastreabilidade.


Erros Comuns na Obtenção de Provas Digitais

Embora alguns erros pareçam óbvios, eles ocorrem com frequência. Portanto, compreender essas falhas ajuda a evitá-las.

Metadados

Os metadados descrevem informações essenciais de um arquivo, como:

  • Data de criação
  • Autor
  • Local
  • Configurações técnicas

Dessa forma, eles fornecem contexto e autenticidade à evidência digital.


Compartilhamento via Aplicativos

Frequentemente, aplicativos como WhatsApp e Telegram removem ou alteram metadados durante o envio.

Consequentemente, quando um cliente encaminha arquivos ao advogado, pode comprometer uma futura perícia. Portanto, recomenda-se:

  • Extrair diretamente do dispositivo
  • Utilizar e-mail ou armazenamento em nuvem

Assim, preservamos os dados originais.


Vídeos de CFTV

Da mesma forma, vídeos de CFTV exigem cuidados específicos.

O profissional deve sempre extrair o arquivo diretamente do gravador. Caso contrário, a conversão para formatos como MP4 ou AVI pode alterar metadados.

Além disso, gravar a tela com um smartphone reduz qualidade e elimina informações essenciais. Portanto, essa prática deve ser evitada.


Print Screen

Embora amplamente utilizado, o print screen apresenta limitações relevantes.

Por um lado, é fácil de obter. Por outro, pode ser manipulado facilmente. Além disso:

  • Não preserva metadados
  • Pode apresentar baixa qualidade
  • Dificulta validação pericial

Assim, seu uso deve ser criterioso.


Conclusão

Por fim, para mitigar erros na obtenção de provas digitais, os profissionais devem aplicar metodologias forenses adequadas a cada tipo de evidência.

Além disso, é fundamental compreender que cada caso exige uma abordagem específica. Portanto, ao adotar boas práticas, garantimos maior segurança jurídica e aumentamos a admissibilidade das provas.

Em síntese, o domínio técnico aliado ao rigor metodológico assegura que a prova digital mantenha seu valor probatório no processo judicial.

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